Metodologias no detalhe I

Por vezes surgem conversas relativamente ao que diferencia um detalhe automóvel, do cuidado automóvel praticado nos mais diversos locais, sejam oficinas, centros de lavagem/cuidado auto ou até as técnicas e produtos que o público em geral no cuidado doméstico.

Hoje, numa destas conversas, existiu uma abordagem diferente do habitual onde existiu reconhecimento de que “algo” não correu como o esperado nos resultados de um cuidado banal. Consequentemente foi explicado em traços gerais aspetos diferenciadores. De seguida serão apresentados alguns.

A formação é extremamente importante em qualquer área profissional e conjugar isto aos nossos testes e prática desde 2006 eleva-nos a um patamar de excelência.

Todas as etapas seguem certas metodologias e os produtos utilizados são da mais elevada qualidade, comprovada e testada a nível mundial, as marcas utilizadas são referência a nível profissional.

Explicando a segurança numa das etapas mais importantes de um detalhe, a correcção de pintura vulgarmente chamada de polimento.
O primeiro passo é retirar os contaminantes, por meio de uma “plasticina” lubrificada que extrai as pequenas particulas e torna a pintura suave ao tacto. Veja a imagem que ilustram a descontaminação em pormenor e versão ampliada:

contaminacao

A descontaminação é uma fase muito importante para que não comprometa a correção da pintura, uma a superfície limpa e suave é fundamental para a perfeição no resultado final.

Segue-se então a fase de isolar todos os pontos críticos, borrachas, plásticos, basicamente todo e qualquer local sujeito à passagem de esponjas, aquando do polimento.

Posto isto, toda a superfície do automóvel é medida ao nível da espessura de pintura. Para tal é utilizado uma ferramenta denominada de Paint Thickness Gauge (PTG), partes ferrosas e não ferrosas como o caso do alumínio.
Poderá ver algumas medições nestas imagens:

Geralmente existem espessuras pré-definidas mas isto varia de marca para marca, modelo, ano…contudo existe sempre uma média a considerar em qualquer caso.

Segundo os estudos já efectuados, a camada de verniz possui entre 80 e 90 microns. Nós, Máximo Detalhe, nunca em situação alguma removemos mais de 10 microns (o máximo e somente em situações particulares) numa correção de pintura, aliás, geralmente situamos o nosso trabalho nos 2 ou 3 microns.

Agora sim, estamos aptos a corrigir a pintura da melhor maneira, sendo ou não repintura. Efectuamos sempre uma correcção essencial, nunca exagerada a não ser que seja expressamente pedida pelo proprietário. Portanto, vamos até ao necessário, apenas e só.
No polimento poderão ser usadas várias fases, cada caso é um caso, cada corte será feito tendo em conta o estado, a idade, os objetivos e estamos constantemente a efectuar medições com o PTG. Apenas refiro o corte pois é a fase que remove mais verniz, a fase de polimento e acabamento serão só para suavizar a superfície e conferir um acabamento especial.

Como pode constatar, os métodos são bem diferentes do habitual, assim como a qualidade do resultado de um detalhe automóvel.

Este artigo terá continuação para um futuro próximo…

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